Archive for junho, 2010

DICAS

DICAS PRATICAS DE COISAS QUE NINGUEM CONTA PRÁ GENTE

.

Serviço 102  (Informações)
Para informações da lista telefônica, use o nº 102030 que é gratuito, enquanto que o 102 e 144 são pagos e caros.
.
Correios
Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num  envelope leve, ou seja, que contenha duas folhas mais ou menos, para qualquer lugar/ Estado, e bem abaixo do local onde coloca o CEP escrever a frase ‘Carta Social’, você pagará somente R$0,01 por ela.
Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está escrito em letras graúdas e nem facilmente visível.
O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva ‘Carta Social’, conforme explicado  acima custará em torno de R $0,27 (o grama).
Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas desconhecem este fato e pagam valores indevidos por uma carta pessoal diariamente?
.
Telefone Fixo para Celular
A MELHOR DE TODAS!!!
Se você ligar de um telefone fixo da sua casa para um telefone celular, será cobrada sempre uma taxa a mais do que uma ligação normal, ou seja, de celular para celular. Mas se acrescentar um número a mais, durante a discagem, lhe será cobrada apenas a tarifa local normal.
.
Resumindo:
Ao ligar para um celular sempre repita o ultimo dígito do número.
Exemplos:
9XXX – 2522 + 2    /    9X7X – 1345 + 5
.
Atenção:
o número a ser acrescido deverá ser sempre o último número do telefone celular chamado !
Serviços bancários pela Internet
Para quem acessa o Home Banking de casa.
Vale a pena ler e se prevenir.
Quando for fazer uso dos serviços bancários pela internet,
siga as 3 dicas abaixo para verificar a autenticidade do site:
.
1 – Minimize a página.
Se o teclado virtual for minimizado também, está correto.
Se ele permanecer na tela sem minimizar, é pirata!
Não tecle nada.
.
2 – Sempre que entrar no site do banco, digite SUA SENHA ERRADA na primeira vez . Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como checar a senha digitada.
Mas se digitar a senha errada e não acusar erro é mau sinal.
Sites piratas não têm como conferir a informação, o objetivo é apenas capturar a senha.
.
3 – Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado; além disso clique 2 vezes sobre esse ícone; uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer.
Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar 2 vezes sobre ele, nada irá acontecer.
Os 3 pequenos procedimentos acima são simples, mas garantirão que você jamais seja vítima de fraude virtual.
.
IMPORTANTE, ANOTE !
Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! Nele você resolve essas (e outras)
burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos,
imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário.
Depois, o documento chega por Sedex.
www.cartorio24horas.com.br
Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.
Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.
.
Importante:
Documentos roubados – BO dá gratuidade – Lei 3.051/98 – VOCÊ SABIA???
Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).
Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao DETRAN p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP.
.
.

PERSISTÊNCIA

.

Uma lição de persistência em Wimbledon

O culto ao esporte, presente em várias civilizações, mas que chegou até nós, ocidentais, graças à sua força na antiga Grécia, é uma forma que a sociedade criou de celebrar a capacidade humana de superar limites.

Algumas pessoas, graças à sua inteligência, coragem, resistência, talento e determinação, por vezes tornam-se semideuses e passam a freqüentar o Olimpo, isto é, provam ser dignos de servir de exemplo aos demais, ao vencerem a dor, o cansaço, o desânimo, a doença e outras provações da vida.

E mesmo nos dias de hoje, em que a realidade do profissionalismo muitas vezes fala mais alto que a paixão, ainda podemos testemunhar acontecimentos diferenciados no setor esportivo.

Digo isso porque um grande feito esportivo está acontecendo agora mesmo no célebre torneio de tênis de Wimbledon, na Inglaterra. E os protagonistas são o norte-americano John Isner e o francês Nicolas Mahut que, quarta-feira, entraram merecidamente para a história do tênis mundial, ao disputarem a mais longa partida de todos os tempos. O jogo foi suspenso depois de completar 10 horas devido à falta de luz natural e recomeçará nesta quinta, empatado em 59-59.

Para mim, a persistência e o entusiasmo sempre foram componentes essenciais de qualquer grande vitória, em qualquer setor de nossas vidas. Por isso, gostaria de compartilhar o belo texto que segue logo abaixo, captado na internet e que sintetiza o que eu também sinto sobre esse assunto.

Boa leitura pra você.


A partida sem fim


Por BRUNO TOMAZ, estudante de filosofia

Pequena história escrita logo após a segunda interrupção do jogo entre Nicolas Mahut e John Isner. A partida já dura mais de 10 horas e está empatada em 59-59.

É noite.

Um dedicado avô conta histórias para o seu neto.

Durante o dia, assistiram juntos partidas em Wimbledon. O velho senhor fora homenageado por todos.

Uma fagulha acendera no jovem garoto. O interesse no tênis brotou no garoto.

E o avô, tenista aposentado, pôs-se a contar histórias ao neto.

Mostrou-lhes os campeões: Sampras. Federer. Nadal. Borg.

O neto faz uma pergunta ao avô. A pergunta arranca o chão do senhor. Sua respiração se altera à medida que uma enxurrada de lembranças o atinge.

“Qual foi o maior jogo da história de Wimbledon?”

O avô reúne suas forças e começa a contar.

“Quando começou, era apenas um jogo entre dois tenistas desconhecidos. E nós só pensávamos em ganhar, para tentar avançar no torneio. Ignorávamos todo o resto. Eu nem sabia direito o nome do meu adversário. Eu e ele trocamos sets. Fomos para o set decisivo. Já era muito tarde e não havia luz natural, então a partida foi interrompida”

“Por que a partida não acaba, vô?”, perguntou o neto.

“Wimbledon possui uma regra sábia, meu neto. Ela não força o fim do jogo. Lá, o jogo só acaba quando acaba”, disse o avô. E o neto fez um “Ah…”, como se houvesse captado uma verdade universal.

O avô seguiu contando sua história.

“O segundo dia…”

Como explicar o que aconteceu naquele segundo dia? Como contar ao neto sobre a partida de proporções épicas? Como expressar seus sentimentos a respeito dela? Daquele dia mágico que o tornara um homem melhor, como falar do fenômeno que ali aconteceu? O velho senhor sentiu-se inseguro, como se precisasse salvar três break points contra um campeão. Ele respirou fundo, pôs-se a tentar.

“Quando começou, nós dois só queríamos vencer e acabar a partida o mais rápido possível. Mas, então, alguma coisa maior que nós dois tomou conta da quadra. E então só começamos a pensar em tênis, tênis, tênis. Tênis. Aquele foi o dia mais feliz de minha vida, meu neto. Nele, fui tenista – só tenista. Pura e simplesmente tenista, sem me importar com mais nada. Éramos só nós dois e o Tênis. Nossa partida atravessou o dia. Não queríamos que acabasse. O público – o Federer estava entre eles – gritava: ‘Parem a partida e dêem o troféu do torneio para os dois!’, mas não queríamos troféu nenhum. Queríamos simplesmente continuar jogando e sentindo a mágica acontecer. Não sentíamos nossos corpos por causa do cansaço, mas aquela coisa maior nos fazia continuar”

“Quando estava 59-58, eu tinha um break point ao meu favor. A partida poderia acabar ali, e eu temi por isso. Aquele dia me fez descobrir exatamente a dimensão do meu amor pelo tênis. Não queria que acabasse, queria jogar para sempre. Enquanto meu adversário preparava o seu saque, eu pedia aos céus que o saque dele fosse o melhor de todos. Do contrário, nossa conversa terminaria ali. ‘Não pise na linha…’, eu pensava. ‘Acerte esse saque…’, eu pensava. Tudo o que eu desejava é que nosso abraço fosse tão longo quanto possível. E ele acertou um super ace e não me deu chance nenhuma de defesa”, completou, com os olhos já marejados. O neto continua ouvindo atentamente.

“59-59. 10 horas de jogo. Ficou escuro. Os juízes ordenaram que o jogo fosse interrompido. Nós dois protestamos, queríamos continuar jogando. Mas não tivemos escolha, e fomos obrigados a ir para um terceiro dia de jogo…”

A saudade do velho amigo dói e faz chorar o avô. Como quando a partida se encerrou.

“E o terceiro dia, vô? Quem ganhou o jogo?”

O avô sorriu para o neto, enxugando as lágrimas. E enquanto o colocava para dormir, lhe disse, com toda a sabedoria do mundo: “Isso não é importante”

E o neto dormiu. E o avô também pôs-se a dormir.

E, em seus sonhos, continuou o amoroso diálogo com seu amigo.

Um abraço que só terminará quando o amor na terra sumir.


Medicina e Sáude Pública

.

O medicina mercantilista e os desafios da saúde pública.

Sou daqueles que defendem uma máquina estatal enxuta, moderna e ágil, que abra espaço para a participação da iniciativa privada na viabilização de diversos projetos importantes, entre eles as grandes obras de infraestrutura, tais como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e outras. Mas, por outro lado, estou convencido que os governos devem assumir integralmente a responsabilidade em três setores da administração: educação, saúde e segurança.  Pretendo aprofundar esta conversa aqui no blog, tratando de cada um destes grandes temas em especial.

Inicio esta conversa por um dos setores nevrálgicos da administração, aquele cujos serviços o cidadão busca em seus momentos de maior carência, preocupação e fragilidade, o da saúde. Um setor que, cada vez mais, sofre os efeitos do processo de mercantilização, uma verdadeira praga que começou a se espalhar lá pela metade dos anos 70 e, em poucas décadas, ameaça tirar definitivamente a independência dos profissionais de saúde. Hoje, raríssimos médicos podem exercer com independência a sua profissão liberal, prejudicando, assim, a sua relação com os pacientes. É um problema sério, que preocupa não apenas o setor público, mas, também, as cooperativas médicas e outras modalidades de planos de saúde privados, ameaçando inviabilizar a prática social da medicina, dentro dos preceitos éticos que a caracterizam. Sobre este assunto, encontrei na Folha de São Paulo um lúcido artigo sobre este tema, escrito pelo Dr. Cláudio Lottenberg, presidente da Sociedade Israelita Albert Einstein e ex-secretário de saúde do estado de São Paulo. Entre outras coisas ele nos informa que:

“Algumas empresas vão aumentando seus lucros, valorizando o preço das suas ações nas Bolsas e tendo como única preocupação os dividendos dos acionistas. No modelo vigente, os elevados investimentos realizados em pesquisas são decididos em função do planejamento mercadológico das empresas, considerando objetivos de “market share” ou de rentabilidade. Naturalmente, isso não contempla trabalho em rede (que evitaria ter muita gente fazendo o mesmo nada para nada) nem a prática assistencial – e muito menos o que seria o principal para a medicina, que é a pesquisa translacional, ou seja, procurar conectar a investigação científica ao tratamento dos pacientes, a chamada pesquisa na beira do leito, aquela pesquisa que efetivamente agrega valor ao tratamento. Nem todas as inovações agregam valor ao atendimento do paciente, que é quem deve ser considerado o cliente nesse processo. Por isso é preciso determinar com precisão quando uma terapêutica, um produto ou um equipamento é realmente superior ao que está em uso no momento. A escolha entre o que agrega valor e o que agrega apenas custo para a sociedade é uma tarefa complexa. Como nem todos os profissionais dispõem de recursos para uma análise criteriosa, prevalecem as estratégias de venda dos fornecedores. Assim, os interesses comerciais se sobrepõem às demandas sociais. E as “maravilhas da tecnologia”, mesmo que não melhorem a qualidade dos serviços, continuam inflacionando os custos da assistência médica.”

E, para dar um exemplo prático deste fenômeno, o Dr. Lottenberg utiliza dados da própria instituição que preside:

“Um procedimento de angioplastia, que custava R$ 9.400 em 2001, hoje custa R$ 55.000, um aumento de 485%. Um estudo sobre a estrutura de custos da UTI do Hospital Albert Einstein mostrou que os preços dos medicamentos subiram 170% nos últimos dez anos. Observa-se é que parte substancial dos recursos contabilizados na área de saúde é drenada para a indústria de equipamentos, próteses, remédios e fornecedores de outras novidades nas mais diversas especialidades.”

Creio que, diante deste quadro, as forças representativas da sociedade precisam assumir a vanguarda do processo e determinar que, em princípio, o atendimento à saúde deve ser público e universal, sob a responsabilidade do Estado. E que as empresas privadas forneçam atendimento complementar àqueles que assim desejarem. Para isso, precisamos começar estabelecendo regras claras que regulem o relacionamento de todos os envolvidos no dia-a-dia do setor: profissionais de saúde, hospitais, fabricantes de remédios e equipamentos, institutos de pesquisa, universidades, SUS, secretarias estaduais e municipais de saúde, assim como as diversas modalidades de planos de saúde.

Acredito que os diversos profissionais envolvidos neste importante setor devem ser muito bem remunerados, mas sou frontalmente contrário à mercantilização da medicina, que significa, antes de tudo, um processo desumano e incompatível com os avanços da civilização. Voltarei a este assunto em outra ocasião e peço que você enriqueça o diálogo com a sua opinião. Pois é discutindo os problemas e assumindo a defesa dos interesses populares que podemos melhorar a qualidade de vida de todos. Escreva, participe.

.

MARINICULTURA

.

Marinicultura: riqueza muito além do pré-sal. O Brasil possui o maior potencial do mundo para a criação de seres marinhos.

O Brasil tem diversas possibilidades de desenvolvimento ainda em aberto, esperando a audácia e a visão de seus empreendedores. Por exemplo, sabemos que o país ainda explora muito pouco e de maneira quase amadorística a grande riqueza que representa o seu imenso litoral. São incríveis 7.367 km banhados pelo Oceano Atlântico, um número que aumenta para 9.200 km se levarmos em conta as saliências e reentrâncias do seu relevo. Trata-se de um gigantesco potencial, não apenas no turismo, no transporte e na extração de petróleo, mas, também, na produção de alimentos. Um setor no qual, inclusive, temos tradição, know-how, logística e mercados já estabelecidos. Refiro-me, aqui, especificamente, à chamada marinicultura, isto é, a criação sistemática de seres marinhos (peixes, crustáceos, algas, etc). Uma atividade com um grande mercado e crescente demanda em todo o mundo, especialmente na Europa e EUA. O Brasil precisa tomar a dianteira deste processo e fazer neste setor o mesmo que fez na agricultura, investindo em tecnologia, produtividade, talento, pesquisa.  Pois sabemos que a indústria da pesca está em rápido declínio, devido à excessiva exploração dos recursos marinhos, que esgota rapidamente os estoques pesqueiros naturais, levando ao colapso os ambientes e, consequentemente, todos os setores do grande mercado do pescado, que é, atualmente, o que mais movimenta recursos financeiros no mundo. O Brasil tem clima, estrutura, energia, recursos humanos e tecnológicos para entrar para valer nesta disputa, para ganhar. Podemos, em curto espaço de tempo, alcançar a liderança deste setor econômico, investindo na marinicultura, a criação sistemática de seres marinhos, com sistemas de produção equivalentes à agricultura e à pecuária, assegurando a continuidade sustentável do negócio e preservando a ecologia dos ambientes marinhos. E você, conhece algum setor no qual o Brasil poderia investir e produzir desenvolvimento econômico e social, mas, por algum motivo, ainda não o faz? Entre nesta conversa.

.

Imagem: http://cybtex.de/images/gallery/big/Deep-Sea-Coral.jpg

ARTE E CULTURA

.

A força da arte contra a arte da força.

A arte e a cultura tem sido as sementes das grandes transformações históricas e precioso fator de aperfeiçoamento do ser humano, não apenas como indivíduo, mas, também, na sua dimensão coletiva.

Refletindo sobre o assunto vi que essa base cultural e artística é ainda mais valiosa em tempos de crise, seja ela pessoal ou de toda a sociedade.  Observe como os povos que tem esta característica desenvolvida de maneira mais aguda costumam enfrentar melhor os seus problemas, portando-se com dignidade mesmo diante de grandes tragédias nacionais.

Acredito que a arte e a cultura, muito além de ornamentos, são um valioso patrimônio humano, que dá às pessoas uma leitura melhor do mundo, despertando nelas a capacidade de fazer frente às adversidades. É o ato da criação superando as forças destruidoras que, às vezes, incidem sobre a vida do individuo e da coletividade.

Prometo, em outra ocasião, me aprofundar neste tema tão polêmico quanto importante. Mas deixo com vocês uma foto veiculada na internet que merece reflexão. Observe. Ela fala por si só.

.

A COPA DE TODAS AS CORES

.

Na Copa de todas as cores, os povos do mundo dão uma lição.

A coisa que me deixa mais maravilhado em eventos como a Copa do Mundo é o encontro e a integração pacífica de pessoas de diferentes culturas, etnias e religiões. Me encanta a possibilidade de um mundo sem guerras e sem tantos recursos desperdiçados para alimentar a indústria armamentista ou, sendo mais claro, a indústria da morte.

A emoção do esporte consegue, por um momento, fazer parar a máquina da discórdia e nos dar uma pequena amostra do que seria a humanidade fraternalmente unida.

Acompanhando a Copa 2010, vendo o contato e o congraçamento predominarem sobre a estupidez e a violência, me vem à mente que a responsabilidade pelas desuniões vem mais das classes governantes do que dos povos envolvidos. Mas são os simples e humildes que sofrem, morrem, perdem patrimônio e, às vezes, são obrigados a vagar sem pátria como acontece com milhões de pessoas na África e no Oriente Médio.

Pensava nisso, no absurdo da guerra, quando, por uma destas incríveis coincidências, recebi pela internet um texto do grande escritor português Eça de Queiroz, justamente sobre o assunto. Leia e me diga se não parece um texto atual, bastando trocar Inglaterra por EUA…

Veja que, em 1880, o escritor já considerava a situação no Oriente Médio um problema do passado que se repetia.

“Os Ingleses estão experimentando, no seu atribulado império da Índia, a verdade desse humorístico lugar comum do século XVIII: – A História é uma velhota que se repete sem cessar.

O Fado ou a Providência, ou a Entidade qualquer que lá de cima dirige os episódios da campanha do Afeganistão em 1847, está fazendo simplesmente uma cópia servil, revelando assim uma imaginação exausta.

Em 1847 os Ingleses, «por uma Razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia…» e outras cousas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente retorcendo os bigodes – invadem o Afeganistão, a aí vão aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e logo que os correspondentes dos jornais tem telegrafado a vitória, o exército, acampando à beira dos arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame, e fuma o cachimbo da paz… Assim é exactamente em 1880.”

Cartas Inglesas – Eça de Queiroz (1880)

VIVA A SELEÇÃO

 

 

Viva a seleção do (novo) Brasil!

 
O Brasil tem problemas? Sim, não se pode negar. Mas está evoluindo rapidamente, especialmente no que diz respeito à participação das comunidades nos processos de decisão. Hoje as pessoas se mostram mais dispostas a buscar respostas efetivas às grandes questões nacionais. E esta evolução se processa em um ritmo tão rápido que podemos dizer, como no título desta matéria, que a Seleção, a cada 4 anos, entra em campo representando um país diferente.
    Explico melhor. Vemos, claramente, que a sociedade brasileira não se contenta mais com modelos de desenvolvimento baseados no crescimento de índices isolados, por melhores que eles se apresentem. Isso pode não parecer um fato tão importante, à primeira vista, mas trata-se de uma expressiva mudança, se levarmos em conta que a nossa economia, historicamente, desde os tempos coloniais, sempre foi marcada pela forte concentração em algumas atividades dominantes, geralmente de modelo exportador e caráter exclusivista, em torno das quais todas as demais giram, como meras coadjuvantes.
    O tempo se encarregou de provar que esse antigo modelo (que deixou marcas em nossa cultura e ainda resiste em alguns bolsões econômicos, políticos e acadêmicos), não é o mais adequado a um país com a extensão territorial, a pressão demográfica, a demanda social e a importância do Brasil no contexto internacional. O brasileiro de hoje quer uma geração de riquezas baseada na pluralidade, no dinamismo, na inovação. Não quer ficar dependente de uma ou poucas opções, nem mesmo do petróleo que logo começará a jorrar do rico subsolo da nossa plataforma continental. Aos trancos e barrancos, estamos praticando o exercício democrático e despertando, aos poucos, mas de modo firme, mais e mais pessoas para a prática da cidadania ativa.
    Hoje, a sociedade demonstra francamente que deseja um convívio mais equilibrado entre capital, produção e trabalho. Em outras palavras, o Brasil está maduro para trilhar um caminho original e independente em direção a um modelo econômico sustentado, onde o desenvolvimento seja contínuo e as conquistas sociais permanentes.
    Mas, para que continuemos a evoluir neste sentido, é preciso investir rápida e corretamente. Por exemplo, realizando as grandes obras de infraestrutura que necessitamos, reduzindo a carga de impostos; criando novas cadeias produtivas; democratizando os mecanismos de exportação; simplificando a vida e desonerando os setores produtivos para que mais empresas possam entrar em campo; investindo em inovação.  E tudo isso de forma descentralizada, espalhando por todo o país idéias e modelos que favoreçam a prática de uma saudável pluralidade econômica.
   E você? Também acredita na vitória da seleção do novo Brasil? Comente, mostre as suas ideias. A sua opinião é muito importante.
 
João Destro

.

Einstein

Einstein e o valor das ideias.

Muita gente, especialmente os mais jovens, não sabe que Albert Einstein era genial em vários aspectos e não apenas na área científica. O grande físico conseguia ser, também um notável pensador, além de possuir um profundo conhecimento de arte, filosofia, literatura, entre outras coisas. Entre os conceitos desta grande figura da humanidade, lembro de um em especial, que me despertou a atenção: “se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela”. Confesso que fiquei ruminando esta frase, tentando verdadeiramente compreendê-la. Será que um grande estudioso, considerado mestre dos mestres em uma área extremamente difícil e que exige severa disciplina, estaria sugerindo que saíssemos por aí dizendo e praticando “absurdos”? E estaria ele afirmando, além disso, que não haveria “esperança” fora disso? Durante algum tempo eu não cheguei ao sentido mais profundo deste pensamento, até que me veio à memória o início da minha vida de empreendedor. Relembrei, por exemplo, a reação da maioria das pessoas e me dei conta que elas consideravam aquela minha ideia um “absurdo”. Alguns me olhavam até com certa compaixão, me considerando ingênuo por acreditar que logo eu, um simples empresário interiorano, poderia entrar em um mercado tão difícil, em meio a uma economia aos pedaços, com a inflação em disparada e tornar a minha empresa uma organização presente em quase todo o Brasil. Compreendi, então, que Einstein, conhecedor da alma humana, sabia que, infelizmente, a maioria das pessoas não consegue compreender uma ideia, um empreendimento, sem que a coisa esteja pronta, acabada e funcionando em sua frente. Para este tipo de gente, uma ideia não passa de um delírio, um absurdo, uma bobagem. Não sabem que a ideia é o modelo que usamos para realizar algo novo, ou de uma forma renovadora. E desconhecem que, quando colocamos as nossas energias, habilidades e determinação para realizá-la, a força de uma ideia é imensa e nada neste mundo pode detê-la. Ao contrário disso, meus amigos, para pegar 2, somar com outros 2, e ter como resultado 4, não é preciso nenhuma imaginação, nenhum sonho, nenhuma esperança. Se a humanidade não tivesse pessoas capazes de pensar na frente e ousar equações diferentes das conhecidas, propondo ideias que, no início, podem soar absurdas, ainda estaríamos, quando muito, vivendo em cavernas. Por isso, se você, que me lê agora, tiver uma ideia em que realmente acredite, não perca tempo e nem dê ouvidos aos derrotistas e acomodados de plantão. Procure, como eu, se aproximar e trabalhar junto de pessoas capazes de compreender que elas são como sementes minúsculas que, se bem cuidadas, podem se tornar grandes árvores. Grandes e generosas árvores, à sombra das quais outras boas ideias poderão, por sua vez, germinar. E foi assim que compreendi o sentido da frase e passei a admirar ainda mais o célebre físico. É a pura verdade: “se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela”.

.

Dia dos Namorados

.

Sugestão de presentes

para o Dia dos Namorados:

amor, diálogo e paciência.

Hoje, neste dia tradicionalmente dedicado aos namorados, aproveito para deixar aqui os meus votos de muitas felicidades a todos em suas vidas conjugais. E para desejar que os namoros de hoje se tornem uniões harmoniosas e deem origem às famílias fortes de amanhã. Que os desentendimentos, tão comuns na relação entre homens e mulheres, sejam poucos e que, quando acontecerem, sejam vistos como maneiras de fazer evoluir a vida a dois e não de desunião. Que a paixão seja acompanhada do diálogo e da paciência, pois somos humanos e sujeitos a erros.
Hoje, selecionei especialmente para vocês um poema clássico, um dos meus favoritos do Vinícius de Morais, o poeta do amor. Boa leitura e feliz Dia dos Namorados.
 
 

 Soneto da Fidelidade

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícius de Morais
 

COPA 2010

A Copa 2010 e o orgulho de ser brasileiro.

Hoje começa a Copa do Mundo 2010, a primeira no continente africano, com um jogo entre o time da casa, a África do Sul e o selecionado do México. A competição promete grandes emoções, mas antes mesmo de começar, já é um evento histórico, por ter conseguido unir, em uma só voz, um país até pouco tempo marcado pelo “apartheid”, que separava a população do país por etnias e características raciais. Todas as vezes que alguém me diz que algum problema brasileiro é complicado, quase impossível de resolver, sempre recordo o exemplo da África do Sul, uma nação oficialmente racista, na qual os negros não tinham vez nem voz e que, graças a uma grande diálogo nacional, passou a ser governada por Nelson Mandela, um negro recém saído da prisão. E quando me apontam uma situação aparentemente insolúvel no Brasil, eu me lembro da queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética, dois eventos inimagináveis para a maioria das pessoas, mas que inegavelmente aconteceram e trouxeram consigo uma série de transformações para todo o mundo.

Meus amigos, estou preparando as bandeiras para torcer, e torcer muito pela nossa seleção. O técnico deixou de convocar alguns jogadores que, em minha opinião, mereciam estar lá. Mas isso agora não importa, está na hora de desejar que os que estiverem vestindo o manto sagrado verde e amarelo nesta Copa cresçam e apareçam, que compensem com inteligência, brio, valentia e esforço qualquer possível deficiência técnica ou problema físico.

É assim que eu penso. Muitos podem me considerar excessivamente otimista, ou pensar que eu seja um patriota romântico, mas, sinceramente, não tenho nenhuma vergonha de demonstrar em todas as ocasiões – e não apenas na área esportiva – esse meu grande amor ao meu país.

Digo bem alto, com o peito estufado de orgulho, que o meu Brasil pode derrubar o seu muro, o muro de desigualdade social que ainda separa sua gente. Creio na vitória do Brasil trabalhador, talentoso, honesto, generoso e pacífico. Acredito na categoria do nosso povo. E é por isso que, onde as nossas cores estiverem representadas, o meu coração estará lá, vibrando junto.

Que esta Copa traga novas alegrias para todos nós. Bom divertimento pra você!

João Destro