Escrito por João em agosto 16th, 2010 |
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Com apoio ao empreendedor, Brasil será nova potência mundial.
Quando a imprensa noticia os números e as grandes vitórias da economia brasileira eu sinto um misto de alegria e preocupação. Explico os porquês destes sentimentos antagônicos. Primeiro, fico feliz, como cidadão e empresário brasileiro, pelo sucesso da nossa economia e crescimento sólido do mercado interno do Brasil, um cenário que há algumas décadas seria considerado praticamente impossível. Fico orgulhoso da nossa gente, dos nossos empreendedores, que mostraram seu talento, competência e capacidade de trabalho.
Entretanto, ao mesmo tempo, fico preocupado com o desequilíbrio social que ainda freia a nossa entrada no universo das nações consideradas “de primeiro mundo”. E mais ainda com a demora e tomar certas decisões estratégicas, que poderiam garantir ao país um desenvolvimento mais equilibrado emenos sofrimento para tantos compatriotas. Para isso, em minha opinião, não podemos deixar passar este momento histórico, no qual uma série de conjunções internacionais abriram espaço para nações como o Brasil. Precisamos aproveitar este “embalo”, esta “gordura”, este bom momento, em que o país tem fôlego para tomar decisões e condições de financiá-las.
Desculpem-me se volto a bater na mesma tecla, mas considero o apoio forte, efetivo e integral aos empreendedores a mais necessária e urgente das providências a serem tomadas. Pois são eles que podem multiplicar rapidamente os recursos para eles dirigidos e, simultaneamente, dividi-los na forma de salários, impostos e investimentos que farão aquecer ainda mais o mercado interno e acelerar a nossa capacidade de exportação, criando assim um desejado círculo virtuoso. E quando eu digo “dinamizar o mercado interno”, estou falando, principalmente, em desenvolvimento social, em paz e prosperidade para todos.
Muitos produzindo, muitos trabalhando, muitos podendo consumir as boas coisas produzidas no país. É assim que se constrói uma nação mais equilibrada, capaz de dar ao seu povo o bem-estar e a qualidade de vida que, com nosso trabalho, já fizemos por merecer. Se quiser conversar sobre este assunto, você é muito bem-vindo. Pois, já diziam os gregos antigos, da discussão nasce a luz.
Veja a matéria abaixo.
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João Destro
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Brasil supera Alemanha e é 4.º maior mercado de carros
Em dez anos, no máximo, vendas nacionais de veículos ultrapassarão também as japonesas, dizem analistas.
São Paulo – O Brasil recuperou, no acumulado dos sete meses do ano, a quarta posição mundial em vendas de veículos. O posto havia sido perdido para a Alemanha ao final do primeiro semestre, depois de três meses na posição. A disputa entre os dois países é acirrada. A diferença de consumo entre brasileiros e alemães até agora é de apenas 23 mil automóveis.
Mesmo que as duas nações cheguem ao fim do ano perto de um empate técnico, analistas do setor automotivo apostam que, a partir de 2011, o Brasil começará a se distanciar da Alemanha. Até o fim da década, deverá ser a terceira potência mundial em vendas, ultrapassando também o Japão.
De janeiro a julho, foram vendidos no Brasil 1,882 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus. Na Alemanha foram 1,859 milhão. No ano passado, a diferença entre os dois mercados era de 908 mil unidades a mais para os alemães.
O país europeu sentiu mais os efeitos do fim dos subsídios governamentais para a venda de carros neste ano. A medida foi adotada em diferentes proporções por vários governos, inclusive o brasileiro, para amenizar os efeitos da crise financeira mundial entre o fim de 2008 e 2009.
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Ranking
Hoje, o ranking mundial de consumo tem a China disparada na frente, com 10,2 milhões de unidades. Em segundo estão os EUA, com 6,6 milhões, e em terceiro o Japão, com 3,1 milhões. Estudo da consultoria internacional Roland Berger aponta que o Brasil chegará ao fim de 2010 como quarto principal mercado de veículos, com diferença aproximada de 400 mil unidades para a Alemanha. Nos sete meses do ano, o país europeu viu suas vendas caírem 27% em relação a igual período de 2009. O Brasil registrou crescimento de 8,5%.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, prefere não comemorar o salto no ranking antes do tempo. “A diferença para a Alemanha é pequena e muita água ainda pode rolar”. Para ele, “o importante é que o Brasil é um grande mercado e tem atraído novos investimentos”.
As montadoras nacionais anunciaram investimentos de US$ 11,2 bilhões nos próximos dois anos. O montante inclui a construção de três novas fábricas, todas em São Paulo. Uma é a da japonesa Toyota, em Sorocaba; outra da coreana Hyundai, em Piracicaba; e a terceira da chinesa Chery, em Jacareí. O país abriga atualmente 18 montadoras de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, com 24 fábricas em vários estados. No polo automotivo paranaense, quatro marcas são produzidas: Volkswagen, Renault, Nis san e Volvo.
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Crescimento
Entre os quatro grandes produtores mundiais, o Brasil foi o que cresceu menos neste ano, na comparação com 2009. Belini justifica que Japão e EUA vêm de ba ses muito fracas em 2009, pois ambos foram fortemente afetados pela crise de crédito. A China é o país que tem apresentado fôlego maior para crescimento sustentável em todos os setores econômicos, não só no automotivo.
O Brasil, por sua vez, cresce em cima de um mercado recorde no ano passado, resultado que será superado neste ano. O país saltou de vendas de 1,25 milhão de automóveis em 1999, quando era 11.º no ran king mundial, para um mercado de 3,14 milhões em 2009, quinto lugar na lista.
A Alemanha, no mesmo pe ríodo, ficou estagnada. Com 4,1 milhões de unidades vendidas há uma década, era terceira no ranking. Em 2009, caiu para a quarta posição, com 4 milhões de veículos. Este ano deve descer mais um degrau, com vendas inferiores a 3 milhões de car ros, segundo a Roland Berger.
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Fenômeno China
O fenômeno China pulou de 1,8 milhão de carros vendidos em 1999 (7.º no ranking) e assumiu o topo no ano passado, com 13,6 milhões. Os EUA, lí der há dez anos, com 16,9 mi lhões de veículos, caiu para o se gundo lugar, com 10,6 mi lhões. O Japão deixou o segundo lugar, com 5,8 milhões de unidades, e foi para o terceiro, com 4,6 milhões.
“O Japão é um mercado ma duro, com indústria consolidada e 1,7 habitante por veículo, o que não permite muito crescimento, pois as vendas basicamente são para reposição”, avalia o sócio da consultoria Pri ceWaterhouse Coopers, Mar celo Cioffi. Já o Bra sil, diz ele, tem quase sete habitantes por veículo e grande capacidade de continuar crescendo. O cenário é ajudado pela estabilidade econômica, que gera empregos, renda e crédito farto.
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Fonte: Agência Estado