Archive for setembro, 2010

Cadê a Lei da Ficha Limpa?

O desabafo de um cidadão.

Criaram tamanha confusão na hora de interpretar uma regra simples e clara, a chamada “Lei da Ficha Limpa” que, faltando apenas uma semana para as eleições, ainda não se sabe com certeza quem poderá concorrer em 3 de outubro.

Mas, minha gente, vamos falar sério: era mesmo necessário movimentar o Supremo Tribunal Federal e paralisar seus trabalhos por 15 dias para saber se quem tem condenação na justiça pode ou não ser candidato? Uma lei que qualquer cidadão é capaz de compreender precisou ser levada à mais alta corte do país para que ela desse o seu parecer. E, pior ainda, a votação no STF acabou empatada, deixando tudo exatamente na mesma.

A classe política, os juristas e os demais poderes precisam perceber que a paciência da sociedade está se esgotando rapidamente. Diante da multiplicação de escândalos, a população exige medidas rápidas e efetivas, que sejam aplicadas com a mesma simplicidade que um delegado utiliza para elaborar o boletim de ocorrência relativo a um malandro que bateu carteira no ônibus.

Pois o Paraná e o Brasil, meus amigos, estão sendo roubados, essa é que é a verdade. E de uma forma cada vez mais descarada, sem se preocuparem muito com nada, nem mesmo em esconder as evidências. Quando pegos com a boca na botija os figurões dizem que “é intriga da oposição”. E quando não há mais jeito de esconder a tramóia, dizem que “não sabiam”.  Não sabiam? Pois deveria saber, está lá para isso, para administrar e cuidar do que é de todos os brasileiros.

Pois é, meus amigos, bilhões de reais são desviados dos cofres públicos, em tenebrosas transações, sem que os seus guardiões saibam. Será? E mesmo depois do Ministério Público e a polícia descobrirem todos os detalhes das tramas, ainda há um longo trajeto para que o dinheiro roubado volte aos cofres públicos e os ladrões sejam colocados a ferros.

Eles podem não saber, mas você, meu irmão paranaense, sabe o quanto é duro ganhar o pão de cada dia e pagar seus impostos – recursos que eles usam para comprar jatinhos e ferraris, pagar mensalões, subornar, calar a imprensa e, para o cúmulo do deboche, utilizam para iludir a nós, os cidadãos, em milionárias campanhas para eleger os membros da quadrilha.

Você, minha amiga e meu amigo, meu irmão e minha irmã, meu pai e minha mãe do Paraná, que paga seu imposto de renda. Você que tem imposto descontado direto da folha de pagamento. Você que paga impostos embutidos ao comprar qualquer coisa, até no remédio, que paga imposto ao pegar o ônibus e ao comprar gasolina.

Você que tem seu negócio e luta com dificuldades para pagar toda esta imensa carga de impostos, os maiores do mundo.  Você, que paga para que eles saibam. A sua paciência, a paciência do brasileiro chegou ao limite. É hora de dar um basta em tudo isso, antes que as coisas piorem ainda mais. Por isso, meus amigos, vamos aproveitar estas eleições para garantir o máximo de renovação, o máximo de representantes que realmente queiram e tenham capacidade de fiscalizar, de cobrar, de denunciar. Vamos eleger os fichas limpas e deixar os fichas sujas de lado, com lei ou sem lei.

Precisamos,de gente correta, com passado limpo e um nome a zelar lá  Congresso. E é por isso que eu quero ser o seu deputado federal.

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João Destro

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O verdadeiro valor do caju.

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No novo Paraná, vamos valorizar mais a nossa produção agrícola.

Amigos, estou com pouco tempo para postar aqui. A campanha está cada vez mais acelerada, com visitas, carreatas, encontros e muito, mas muito carinho mesmo do povo paranaense. Obrigado a todos e a minha promessa de que não vou decepcionar tanta confiança.
O interessante nestas andanças e conversas é a oportunidade de aprender coisas novas. Por exemplo, eu tenho falado muito que o Paraná precisa urgentemente agregar valor à sua safra agrícola, pois para a complexidade da nossa economia já não é vantajoso exportar grãos in natura.
Comentando isso com um novo velho amigo que encontrei em Ponta Grossa, grande estudioso, professor e pesquisador nesta área e que não quer ter o seu nome divulgado, ele me deu um exemplo clássico, o caju.
Trabalhando em pesquisas sobre o nosso velho conhecido caju, especialistas da UFPE descobriram que dele pode se extrair medicamentos, cosméticos, gel dental e ingredientes para diversos setores da indústria alimentícia. Das fibras da árvore, do cajueiro, é possível retirar determinada resina que gera excelentes sensores para laboratórios, que servem para a detecção de elementos tão variados como índices de poluição, teste de gravidez e quantidade de dopamina – que, explicou o meu novo amigo, é um neurotransmissor que pode indicar se a pessoa é portadora dos males de Alzheimer e Parkinson.
Imaginem o potencial do caju em suas já descobertas substâncias antimicrobianas para pomadas e cremes, potentes cicatrizantes e, especialmente, na forma de gel dental, excelente na prevenção de placas bacterianas e outros problemas bucais, inibindo a ação de bactérias e fungos.
Me diz esse especialista que entre as culturas agrícolas do Paraná, diversas delas tem enorme potencial para se agregar valor.  E temos no estado tudo o que precisa para aproveitar melhor o seu potencial produtivo, ou seja, universidades e centros de pesquisa com gente talentosa para realizar as pesquisas, os melhores agricultores do mundo para plantar e colher. O que falta então? Acredito que precisamos mais ousadia dos empreendedores e apoio a eles, para que as substâncias nobres existentes em nossas plantas sejam extraídas aqui mesmo e transformadas em produtos. É preciso desenvolver rapidamente os setores industriais que possam melhor explorar as potencialidades dos produtos hoje exportados na forma bruta. E isso é só o começo.
O que você acha? Diga lá. Pois é para defender idéias assim que eu quero ser o seu deputado federal.
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João Destro

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Em nome da coerência.

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Quem só vota em “quem está ganhando” já perdeu.

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Quando acontecem eleições como as deste ano, nas quais somos chamados a escolher quase todos os nossos representantes estaduais e federais (com a exceção de apenas um dos senadores), podemos ver mais claramente a origem dos maiores problemas do Brasil.
O primeiro, diz respeito à falta de educação política do brasileiro médio. Muitos ainda escolhem seus candidatos a partir de critérios totalmente errados, pois não sabem exatamente quais as qualidades exigidas para a função pretendida por eles.
Então, o que vemos da parte dos pretendentes é um verdadeiro show de absurdos, candidatos a deputado estadual fazendo campanha para presidente, prometendo mundos e fundos que jamais poderão realizar, por mais “machões” ou “poderosos” que digam ser.
Outra característica do eleitor menos informado (aquela que talvez cause ainda mais malefícios à democracia), é a estranha mania que o leva a votar em candidato que não gosta, não aprova e não confia apenas porque acredita que ele será o vencedor. Perguntado, costuma argumentar que “não gosta de perder voto”.
Pobre pensamento, minha gente!  Que coisa triste o cidadão privar-se do direito de ter sua opinião e um candidato que a represente apenas por medo de que outro seja o vencedor. Mal sabe ele que o maior mérito da democracia é, justamente, a preservação das minorias, o respeito às diferenças, a proteção ao indivíduo contra a fúria das multidões!
Mas o pior é que este mal não é apenas do eleitor, mas atinge também aos candidatos sem cultura política ou sem escrúpulo que, ao menor sinal de mudança de ares ou diante de pesquisas desfavoráveis não vacilam a trair seus amigos, suas coligações, seus partidos. Esta covardia e falta de escrúpulos é que produz os velhacos, os espertalhões, os vira-casacas e os traidores que estão na base dos maiores problemas nacionais.
O voto é uma coisa muito séria. Se votamos em alguém porque achamos que  “vai ganhar” e os candidatos fazem o mesmo, traindo seus princípios para estarem juntos de candidatos momentaneamente mais populares, a política vira um desprezível toca-lá-dá-cá. E quem paga o pato? Todos nós e, em especial, o próprio eleitor desinformado e sem consciência do poder de sua opinião, do seu voto.
Por isso, meus amigos, tenho percorrido o Paraná exibindo, em toda a parte, o meu time de coligação, apoios, dobradas e parcerias. Resultado de pesquisa de opinião é apenas uma ferramenta para compreender melhor a opinião pública e não uma licença ou uma desculpa, para trair companheiros, amigos, ideais.
Quem me conhece, sabe que quando eu digo que “juntos podemos mais”, não estou  dizendo que seremos a maioria da população, que somos gado, que somos uma manada. Desejo sim, meus amigos, que sejamos indivíduos conscientes e que não vendem a consciência. Somos gente que se une para poder enfrentar, vencer, mudar, transformar, mesmo seguindo contra a corrente da maioria, por mais que pareça difícil. Quero lutar para que você, que já sabe pensar comunitariamente, tenha uma voz no Congresso Nacional.
Sei que a luta não é fácil lá em Brasília. E é por isso que eu quero ser o seu deputado federal.
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João Destro
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João Destro presente na Apras

João Destro e Dilvo Grolli, presidente da Coopavel no evento da Apras

A feira Super Oeste que movimenta o Centro de Eventos de Cascavel, promovida pela Apras, onde dezenas de empresários estão expondo seus produtos, recebeu a visita do empresário e candidato ao Congresso Nacional, João Destro, que aproveitou para rever amigos e manter contato pedindo votos para Deputado Federal. Surpreso com tanta receptividade à sua candidatura, João não se conteve: “Sinto que está nascendo um novo Brasil. As pessoas querem conhecer os candidatos e suas propostas, seu passado e seu presente, suas realizações e comprometimento com os destinos do Estado e da Nação. A velha forma de fazer política está com seus dias contados. Vai haver uma grande renovação tanto na Assembléia, como no Congresso Nacional e no Senado. E isso vai ser decisivo para que possamos realizar as mudanças para dar início a um novo surto de crescimento e de aceleração de nossa economia, melhorando as condições de trabalho e de qualidade  de vida de nossa gente.”

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Irati parou para aplaudir João Destro e Felipe Lucas

Deputado Felipe de Lucas apóia João Destro

O principal centro de eventos particular de Irati esteve literalmente tomada por populares que foram ouvir as propostas dos candidatos Felipe Lucas e João Destro que concorrem à Assembléia Legislativa e Câmara Federal.
“Foi uma festa da democracia. As pessoas vieram para ouvir as propostas de seus futuros representantes e sentir a capacidade de realização.”, destacou o deputado Felipe  Lucas que faz dobrada em Irati e toda aquela região com João Destro, que, pela primeira vez, concorre a Câmara Federal.
Em seu discurso, Destro lembrou as conquistas de Felipe Lucas para Irati e região, destacou também o seu perfil de político qualificado para servir à população e da alegria que sente em poder contar com o apoio tão qualificado para esta eleição.
“O Dr. Felipe Lucas é uma lenda viva da moralidade e da decência da política brasileira. Estou orgulhoso e seguro por tê-lo como dobrada nesta campanha. Por isso, vamos juntos buscar mais recursos para viabilizar o que a cidade e a região tanto necessitam, como melhoria na saúde, educação e qualidade de vida”.
Destro, conclamou aos presentes, especialmente os empresários que compareceram em grande número, para que ingressem num partido político, dizendo que, “é preciso sair da toca, porque se os bons não participarem, os maus vão continuar dominando os setores essenciais da vida brasileira”.

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Prudentópolis apóia João Destro

Destro com lideranças de Prudentópolis

Cresce a cada dia mais os grupos de apoiadores do candidato à Câmara Federal, empresário João Destro que esteve na cidade de Prudentópolis, onde foi recebido por parceiros comerciais e diversas lideranças enganjadas em sua campanha eleitoral.
João Destro lembrou que a cidade de Prudentópolis, merece uma atenção especial, pois nela se concentra um grande número de produtores rurais que fazem daquele Município, o número 1 na colheita de feijão, alimento tão necessário à mesa dos brasileiros.

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Carreata de João Destro surpreende em Ponta Grossa

Carreata de Selma Cogo e João Destro – Ponta Grossa parou para aplaudir.

Carreata de Selma Cogo e João Destro – Ponta Grossa

Uma das maiores carreatas políticas já registradas na cidade de Ponta Grossa ocorreu no último sábado,  quando os candidatos Selma Cogo e João Destro, que concorrem à Assembléia Legislativa e Câmara Federal, foram às ruas receber o calor e o carinho da população.
Para Selma Cogo, que desponta nas pesquisas como a primeira mulher com reais possibilidades de representar Ponta Grossa na Assembléia Legislativa, “foi uma grande manifestação de respeito e reconhecimento de nossa gente por tudo que temos feito e apresentado como propostas de trabalho para a Assembléia e o Congresso Nacional”.
João Destro, por seu lado, classificou o evento de “emocionante em todos os sentidos. Ponta Grossa nos acolheu de braços abertos e, eleito deputado federal, saberei reconhecer toda esta atenção, confiança e carinho que estamos recebendo desse povo ordeiro e altamente politizado”.

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2.800 aplaudem João Destro e Beto Richa em Cascavel

João Destro e Beto Richa em Cascavel

Foi uma noitada das mais significativas que movimentou quase três mil pessoas na sede da Coopavel, para ouvir as propostas dos candidatos da coligação Novo Paraná. Entre os presentes,discursaram os candidatos Chico Menin, para deputado estadual; Ricardo Barros, para o Senado, Beto Richa, para o governo do Paraná e João Destro, para deputado federal.“Este encontro serviu para estreitar os laços com um grande grupo de empresários que estão ávidos por propostas novas, modernas , inteligentes e, principalmente, exeqüíveis. Neste aspecto, Beto Richa, soube expor suas idéias e seus projetos com maestria de um grande líder”.João Destro destacou ainda as importantes propostas de Chico Menin, seu parceiro de chapa no Oeste, assim como enalteceu as de Ricardo Barros, presente no evento.Em seu discurso final, Destro agradeceu a presença de familiares, amigos e colaboradores e admiradores que tomaram conta do salão de eventos da Coopavel.“Realmente, foi emocionante poder rever tantas pessoas, tantos amigos, hoje aqui reunidos e preocupados com o futuro do nosso estado.”Me dá uma imensa alegria ver toda essa gente reunida querendo participar de forma direta dos destinos do Paraná e do Brasil. Hoje sei que somente a política pode proporcionar momentos como este. Por isso, estou aqui renovando o pedido de apoio para chegar ao Congresso Nacional, onde sei que poderei realizar um grande trabalho como deputado federal, se Deus quiser”.

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A vida pede água.

Melhoria da renda no campo é bom pra todo mundo.

A agricultura continua sendo a base da economia paranaense, mas ainda está longe de obter o lucro financeiro e social que merece por seus grandes esforços.
A grande questão continua sendo o atual modelo, que privilegia a exportação de grãos in natura e que, no final das contas, só beneficia ao Governo Federal, com sua sede de dólares para atingir suas metas do tal de “superávit primário” e tapar os rombos do “milagre brasileiro”.
Estados, municípios e, especialmente, os próprios produtores, sentem na carne essa política que os deixa à mercê de uma variação cambial que nos últimos anos só tem trazido grandes prejuízos. (Aliás, proporei no Congresso, junto com a bancada do Paraná, uma lei que dê compensações sobre as perdas de exportadores devido à supervalorização do real frente ao dólar – mas sobre isso comentarei em outra ocasião.)
Pois bem, meus amigos. Só em perdas devido à precariedade do sistema de transporte, o produtor paranaense deixa de faturar cerca de R$ 1,5 bilhão por ano. O custo do pedágio até nosso porto é um assalto. A burocracia é grande, o crédito é pouco e os juros continuam entre os maiores do mundo. Não existe uma política efetiva de agroindustrialização que agregue valor e somos obrigados a fazer negócios da China – bons para os orientais e para o governo brasileiro, pelo motivo que expliquei acima.
E é desta brava gente, que luta com dificuldades para manter-se de pé em meio a tantos problemas, que cobramos a preservação, manutenção e recuperação dos recursos naturais.
Os agricultores tem, sob sua guarda, a maior parte daquilo que chamamos patrimônios naturais, entre eles, o fundamental, a água. Não é possível que a sociedade continue cega a ponto de não perceber que o homem do campo precisa ser recompensado por isso. Quem já cuidou de um jardim de dez metros quadrados pode avaliar o que significa zelar pela saúde de muitos hectares de terra e ainda arrancar dela o seu sustento.
Sabemos que jardins botânicos e pequenos santuários de vegetação natural necessitam de equipes de especialistas para serem mantidos e, mesmo assim, de vez em quando acontecem surpresas desagradáveis que afetam aquele ecossistema. Então, como cobrar de nossos agricultores a manutenção de áreas que, pensando bem, são como salva-vidas do próprio planeta, sem que a eles sejam dados recursos, tecnologia, apoio?
Paremos de hipocrisia. Antes de repreender o vício, precisamos premiar a virtude. Ou a sociedade se mobiliza para isso ou logo estaremos todos pagando a conta. E ela será alta. Para conhecer um exemplo de iniciativa interessante, viável e efetiva neste sentido, clique no link e leia a matéria.
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João Destro
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Economistas, empresários e governos buscam formas de pagar (e receber) pela preservação dos recursos do planeta. Por que isso é essencial para nós

por Aline Ribeiro (Época, 18.09.2010)
O agricultor Hélio de Lima, de 58 anos, é um homem de sorte. Em sua propriedade rural na cidade de Extrema, divisa entre os Estados de Minas Gerais e São Paulo, há dez nascentes. Quando as águas encontram os riachos vizinhos, ajudam a formar o rio da foto que abre esta reportagem. O gado nunca passou sede. Não falta à família água para se banhar nos fins de semana. Além disso, há um ano, Lima passou a lucrar diretamente com suas fontes. Em troca de preservá-las, ganha da prefeitura em torno de R$ 1.300 todo mês.
Para saber mais:
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Conhecimento, talento e experiência nos negócios.

O Brasil precisa de deputados que compreendam

as letras miúdas dos grandes contratos.

O Brasil está entrando, cada vez mais, no mundo do grande comércio internacional. E para sair-se bem nesta região turbulenta e cheio de perigos, onde os interesses em jogo são ainda maiores que as impressionantes cifras envolvidas, precisamos de gente competente e talentosa no comando.
Não apenas na diplomacia e no poder executivo, mas, especialmente, no Congresso, pois, em minha opinião, para ser considerado bom para o país um negócio deve ser, em primeiro lugar, bom também para nosso povo. E essa decisão deve passar, sem dúvida, pela Casa do Povo. Apenas para destacar uma entre muitas situações que requerem alta capacidade de avaliação e força de negociação, anexei, abaixo, matéria da BBC sobre o grande porto a ser construído no Rio de Janeiro e que, para muitos, é como um caminho aberto para a entrega dos recursos naturais do Brasil in natura para a China a preço de banana.
É ou não é um bom negócio? Quantos deputados do Brasil tem real conhecimento e experiência para analisar um projeto desta envergadura, com tamanha importância no curto, médio e longo prazo? E, desta minoria, quantos estão imunes aos “agrados” com que estes negociantes costumam tentar amolecer as fibras dos homens públicos?
Por isso, meus amigos, quero ser Deputado Federal e dividir com o Brasil esta minha grande experiência em números, acordos, contratos, índices e tantos detalhes técnicos envolvidos em negócios internacionais. Acredito que a minha presença no Congresso será de grande utilidade nestas e em outras questões, como, por exemplo, na criação de leis e normas que garantam a competitividade das nossas empresas neste complexo contexto que é o marcado global.
Alguns de vocês devem ficar curiosos para saber a minha opinião sobre o caso em particular das relações Brasil/China, que tanto tem chamado a atenção da imprensa internacional. Desculpem, mas vou deixar que vocês imaginem o seu Deputado Federal atual, isto é, aquele que vocês elegeram em 2006, diante da complexidade deste projeto e tendo de defender esta ou aquela decisão sobre o assunto.
Se você ficou na dúvida sobre a capacidade dele nestas questões, pense seriamente na possibilidade de me confiar o seu voto. Pois o Paraná e o Brasil vão estar cada vez mais, nos próximos anos, diante de difíceis escolhas com repercussões na vida de todos nós.
Confira a matéria abaixo e opine.
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João Destro
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ECONOMIA INTERNACIONAL

Jornal questiona se China é parceira ou ’saqueadora’ do Brasil
O jornal britânico The Guardian destaca em sua edição desta quinta-feira a construção de um enorme complexo portuário e industrial na costa do Estado do Rio de Janeiro, apelidado de “Estrada para a China”, e questiona se o gigante asiático é um “parceiro” ou um “saqueador” do Brasil.
“Milhares de toneladas de minério de ferro, grãos, soja e milhões de barris de petróleo devem passar pela ‘estrada’ a cada ano em seu caminho para o Oriente, onde eles irão aliviar a aparentemente insaciável sede da China por recursos naturais”, diz o Guardian.
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Neocolonialismo
Na reportagem intitulada “Parceiro ou saqueador?”, o jornal afirma que investimentos como o Super Porto do Açu garantiriam o acesso a recursos naturais fundamentais do Brasil.
No texto, o complexo de mais de R$ 4 bilhões e com área equivalente a 12 mil campos de futebol é descrito como “uma nova fase nas relações entre Brasil e China” pelo secretário de desenvolvimento econômico do Rio, Júlio Bueno.
Mas o jornal diz também que a obra está gerando protestos dos que veem a presença chinesa como neocolonialismo. O economista Delfim Netto é citado na reportagem, com uma declaração em que afirma que é um “erro grave” permitir que um país estrangeiro compre terras, minerais e recursos naturais do Brasil.
O empresário por trás do super porto, Eike Batista, rechaça as críticas ao crescente volume de investimentos chineses no País em entrevista ao jornal britânico.
“A associação entre Brasil e China é uma estrada de mão dupla”, disse Batista ao Guardian. “Se você quer três toneladas de minério de ferro bruto, você produz uma tonelada de aço no Brasil.”
“Essa filosofia está ganhando reconhecimento e é ótima para ambos os lados”, defendeu o empresário, que é o homem mais rico do País.
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Petrobras
O interesse chinês no Brasil também é assunto de uma reportagem do Financial Times nesta quinta-feira, que diz que investidores do país asiático estão analisando com interesse especial uma oferta de ações da Petrobras.
O FT fala dos “sólidos laços econômicos” estabelecidos entre os dois países nos últimos anos e destaca que a China considera o acesso a petróleo e gás uma questão de segurança nacional, já que o país é o segundo maior consumidor do mundo e produz menos da metade do que precisa.
Segundo o jornal, “as grandes empresas de petróleo chinesas estariam interessadas principalmente em investimentos não-operacionais em alguns dos campos de pré-sal brasileiros, o que poderia ajudá-las a ganhar experiência de operação em situações tecnicamente complexas”.
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Fonte: BBC/Brasil