Empreendedorismo nas escolas.


Está na hora do Brasil pagar para ver.

Quem me conhece sabe que destaco, entre as minhas propostas, que a disciplina empreendedorismo seja obrigatória, começando já no ensino fundamental. Acredito, sinceramente, que precisamos preparar desde cedo as crianças e os jovens para as grandes mudanças em curso no mercado de trabalho, seja qual for a profissão escolhida por eles.

Quero deixar claro que não pretendo que todos os alunos sejam comerciantes ou industriais, mas que sejam ensinados a bem administrar suas próprias carreiras, a serem criativos, participantes, comprometidos e tenham atitudes proativas em seus ambientes de trabalho, sejam eles quais forem. O importante é que sejam empreendedores, que vejam a si mesmo com respeito e saibam se colocar corretamente nos locais onde atuarem.

O estudante aprenderá a valorizar a si mesmo, a cultivar a sua carreira pessoal com o mesmo cuidado que uma empresa tem com sua marca, valorizando seus conhecimentos, personalidade, habilidades, talentos. Pois hoje, mais do que nunca, ele mesmo, o empreendedor, é o seu primeiro e mais importante empreendimento.

Por isso, vejo com preocupação que os conteúdos e a didática aplicada em nossas escolas ainda estão voltados a uma estrutura cultural, social e econômica do passado. Sabemos que cada vez existe menos espaço para aquele típico “funcionário” de antigamente, especializado em alguma coisa e desinteressado nos demais aspectos do seu trabalho, inclusive os que acontecem na sala ao lado da sua. O mercado não pode se dar ao luxo de manter peças obsoletas em seus quadros. Aliás, muito pelo contrário, raríssimos os postos de trabalho compatíveis com pessoas acomodadas e que não assumem riscos e responsabilidades.

Por isso, acho fundamental que a educação brasileira avance. Quero ver o Brasil criar uma nova geração empreendedora, corajosa, ousada, capaz de criar um ambiente propício a descobertas e inovações, que são os produtos que mais dão lucro em todos os campos de trabalho do mundo atual – e mais ainda no futuro.

É claro que, fazendo isso, teremos que conviver com pessoas cada vez mais exigentes, críticas e questionadoras – e isso levará a uma mudança profunda nas relações entre a sociedade, o governo, a justiça, o parlamento. Só quem depende de curral eleitoral precisará ficar preocupado com isso.

Tem uma opinião sobre o assunto? Não se acanhe. Entre em contato comigo. Será um prazer conversar com você.

João Destro

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