O verdadeiro valor do caju.

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No novo Paraná, vamos valorizar mais a nossa produção agrícola.

Amigos, estou com pouco tempo para postar aqui. A campanha está cada vez mais acelerada, com visitas, carreatas, encontros e muito, mas muito carinho mesmo do povo paranaense. Obrigado a todos e a minha promessa de que não vou decepcionar tanta confiança.
O interessante nestas andanças e conversas é a oportunidade de aprender coisas novas. Por exemplo, eu tenho falado muito que o Paraná precisa urgentemente agregar valor à sua safra agrícola, pois para a complexidade da nossa economia já não é vantajoso exportar grãos in natura.
Comentando isso com um novo velho amigo que encontrei em Ponta Grossa, grande estudioso, professor e pesquisador nesta área e que não quer ter o seu nome divulgado, ele me deu um exemplo clássico, o caju.
Trabalhando em pesquisas sobre o nosso velho conhecido caju, especialistas da UFPE descobriram que dele pode se extrair medicamentos, cosméticos, gel dental e ingredientes para diversos setores da indústria alimentícia. Das fibras da árvore, do cajueiro, é possível retirar determinada resina que gera excelentes sensores para laboratórios, que servem para a detecção de elementos tão variados como índices de poluição, teste de gravidez e quantidade de dopamina – que, explicou o meu novo amigo, é um neurotransmissor que pode indicar se a pessoa é portadora dos males de Alzheimer e Parkinson.
Imaginem o potencial do caju em suas já descobertas substâncias antimicrobianas para pomadas e cremes, potentes cicatrizantes e, especialmente, na forma de gel dental, excelente na prevenção de placas bacterianas e outros problemas bucais, inibindo a ação de bactérias e fungos.
Me diz esse especialista que entre as culturas agrícolas do Paraná, diversas delas tem enorme potencial para se agregar valor.  E temos no estado tudo o que precisa para aproveitar melhor o seu potencial produtivo, ou seja, universidades e centros de pesquisa com gente talentosa para realizar as pesquisas, os melhores agricultores do mundo para plantar e colher. O que falta então? Acredito que precisamos mais ousadia dos empreendedores e apoio a eles, para que as substâncias nobres existentes em nossas plantas sejam extraídas aqui mesmo e transformadas em produtos. É preciso desenvolver rapidamente os setores industriais que possam melhor explorar as potencialidades dos produtos hoje exportados na forma bruta. E isso é só o começo.
O que você acha? Diga lá. Pois é para defender idéias assim que eu quero ser o seu deputado federal.
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João Destro

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